Cobogó é celebrado em pesquisa fotográfica e histórica

O cobogó é exemplo de um artefato arquitetônico adequado às características do ambiente onde nasceu, ensolarado em boa parte do ano. Ao mesmo tempo em que diminui a incidência de luz, permite que o ar circule. O fotógrafo Josivan Rodrigues pensava em fazer um ensaio sobre este objeto. Unindo-se aos arquitetos Antenor Vieira e Cristiano Borba, Josivan desenvolveu o projeto Cobogó de Pernambuco, uma pesquisa histórica e imagética sobre o tema, selecionado pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). O livro é lançado quarta-feira (28/08/2013), às 19h, na Orbe Coworking, junto com o site Cobogó de Pernambuco.

Na ocasião, já será apresentado um desdobramento do Cobogó de Pernambuco: o Dingbat Cobogó, criado pelo designer gráfico Guilherme Luigi (dingbat é uma fonte feita com ícones e símbolos, em vez de letras e números). Além disso, haverá um bate-papo com o público, que poderá comprar o livro, pôsteres e lambe-lambes com preços promocionais neste dia.

Os textos de Cristiano e Antenor apresentam a história do cobogó, contextualizada com dados sobre diferentes materiais e estruturas usados em construções. Os pesquisadores abordam aspectos culturais, históricos e climáticos, por exemplo. A dupla também fala sobre a importância dos blocos vazados para a arquitetura moderna brasileira.

Criação do cobogó

O cobogó foi criado pelo comerciante português Amadeu Oliveira Coimbra, o alemão Ernst August Boeckmann e o engenheiro pernambucano Antonio de Góes (da junção de letras dos sobrenomes deles surgiu o nome do bloco). Os três moravam no Recife, no início do século 20.

O aspecto plástico da criação deles é bem explorado nas fotos de Josivan. “Os textos dividem o livro em duas partes. As fotos do início mostram um uso vernacular, cobogós mais simples. Na segunda parte, estão imagens da arquitetura em que o uso do cobogó foi pensado já no projeto, como a caixa d’água de Olinda, que colocamos como um marco”, explica Josivan.

Fotos da construção da caixa d’água, que fazem parte do acervo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estão no livro. Também foram reproduzidas as páginas do memorial descritivo feito para a solicitação da patente do cobogó.

O texto foi originalmente publicado no Jornal do Commercio.

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