Gustavo Maia fotografa Porto do Recife há vários anos

“O porto é um espaço poético por natureza”, diz Gustavo Maia ao falar sobre como surgiu o interesse dele em fotografar a região portuária da capital pernambucana. Este é o tema da exposição Recife (é um) porto, inaugurada terça-feira (11/03/2014), às 19h30, na Caixa Cultural (Bairro do Recife).

O início da visitação, amanhã, coincide com o aniversário de 477 anos do Recife e foi escolhida como uma homenagem à cidade (a mostra é realizada com apoio da Prefeitura do Recife e da Caixa Cultural).

“O porto reúne o mar, as embarcações, o farol, a poesia dos navios, enfim. Eu vim morar no Recife aos cinco anos de idade. Sou paraibano e desde cedo aprendi a gostar e a buscar conhecer a cidade. O porto, como tema universal, sempre inspirou artistas e poetas ao redor do mundo”, continua Gustavo, que também afirma gostar muito de história, outra característica que pode ser relacionada à escolha dele pelo assunto.

Nesta mostra, o fotógrafo apresenta 30 imagens, as mais antigas em preto e branco. Visões aéreas do Bairro do Recife e das águas que o circulam são expostas junto a fotos que mostram a vista de uma janela ou um grupo de marinheiros no convés, por exemplo.

 

Reforma do Porto do Recife

“As fotos mais antigas são de 1992, quando o porto ainda tinha a feição adquirida no começo do século 20, quando houve uma grande reforma no Porto. Agora, praticamente cem anos depois desta grande reforma, novamente o porto se modifica. É como se fosse o fim de um ciclo e o começo de outro. O trabalho documenta este momento de passagem no porto e de um século para outro também”, avalia o fotógrafo.

O período contemplado pela mostra termina em 2013. “Não fotografei sistematicamente neste período, mas visitei o porto algumas vezes durante estes anos”, explica Gustavo.

Seguindo esta linha poética proposta pela exposição, textos de oito escritores dialogam com as fotos de Gustavo (na íntegra ou em fragmentos). “Eles foram escolhidos a partir de uma pesquisa que fiz sobre poesias que remetiam ao porto. Encontrei coisas preciosas, como uma de Bento Teixeira, de 1601, na qual ele faz uma descrição dos arrecifes e do porto de Pernambuco já naquela época. Uma descrição elogiosa, considerando a segurança para os navios ancorarem”, cita o fotógrafo.

A lista de escritores continua com Ascenso Ferreira, Ariano Suassuna, Joaquim Cardoso, Alberto da Cunha Melo, Ângelo Monteiro, Mauro Mota e Carlos Pena Filho.

Durante a abertura será lançado o catálogo da exposição, que tem curadoria de José Luiz Mota Menezes. No dia 26 de março, às 19h30, o arquiteto e professor ministra uma palestra sobre o tema “A fotografia como instrumento para a história da cidade”. O evento será aberto ao público (as senhas serão distribuídas a partir das 18h30).

Caixa Cultural – Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife (Praça do Marco Zero). Informações: 3425-1900

* Texto foi originalmente publicado no Jornal do Commercio.

Gustavo Maia Recife é um Porto Farol da Barra Forte do Picão
Ruínas do Forte do Picão, Parque das Esculturas Francisco Brennand e a Zona Sul do Recife vistos do Farol da Barra. Fotos: Gustavo Maia

 

O Farol da Barra atualmente está fechado, mas é possível visitá-lo e ver as ruínas do Forte do Picão em um passeio organizado pela La Ursa Tours. Saindo de barco do Marco Zero, passamos pelas duas construções e caminhamos pelo dique, na direção oposta ao Parque das Esculturas Francisco Brennand. Neste post falo sobre minhas experiências no Tour da Lua Cheia.

 

 

 

 

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