Rio2C 2018: Dez temas debatidos durante a conferência do evento

Foto: R2/Divulgação

Com tanta coisa sendo apresentada e debatida, para assistir a uma conferência como a do Rio2C é preciso fazer algumas escolhas. No meu caso, planejei focar nas atividades relacionadas à comunicação e à produção audiovisual, especialmente de séries, pois são áreas com as quais tenho trabalhado nos últimos anos. Mesmo assim, não consegui ver tudo o que gostaria.

Busquei organizar aqui tópicos que de alguma maneira foram recorrentes nos painéis que acompanhei entre os dias 3 e 6 de abril (nos próximos dias, publicarei textos mais específicos). As atividades do evento focado no audiovisual, inovação e música, cuja programação também era formada por um festival, foram distribuídas entre as diversas áreas da Cidade das Artes, na Barra da Tijuca.

Não acompanhei as edições anteriores do Rio2C, quando ele ainda tinha a configuração de Rio Content Market, mas achei a estrutura do local adequada para receber algo neste formato. Havia muitas salas nas quais foram distribuídas as diferentes ações e muitas pessoas para orientar o público. Quanto ao acesso, utilizei o sistema de vans próprio do evento, que convidou para a cobertura.

Audiências

O entendimento da audiência como uma massa de receptores não faz sentido. Temos diversos meios para acessar e produzir conteúdo, espectadores com interesses e comportamentos diversos, etc. Nesse universo, as empresas buscam grupos de espectadores. A Marvel, por exemplo, apresentou animações pensadas para crianças em idade pré-escolar e para meninas pré-adolescentes. A Record TV anunciou uma série de terror psicológico, Terrores Urbanos.

Coproduções

Alguns painéis foram realizados sobre programas de coprodução internacional, mas as regionais também tiveram espaço. Muitas séries realizadas dessa maneira foram lançadas ou anunciadas durante o evento.

Formatos

Esse tópico está “diluído” nos demais. A possibilidade de experimentar formatos para as diferentes narrativas e também as diversas estratégias de lançamento era assunto recorrente. Ficção, documentário, reportagens, animações, conteúdo patrocinado… Foram diversos exemplos apresentados.

Local para uma audiência global

As características de funcionamento das plataformas de streaming fazem com que elas possam facilitar o acesso a conteúdos de diversos países. Nos últimos anos, temos visto algumas séries de ficção ultrapassarem fronteiras. Aqui e ali eram feitas para executivos dessas empresas perguntas como: O que vocês buscam nos projetos ao analisar as aquisições?  As respostas passavam pela qualidade das histórias, por um modo de contar interessante e pelo fato de que há temas universais, o que não quer dizer que as séries precisam se encaixar em um formato. Idioma não era considerado uma barreira.

Mercado brasileiro

A ampliação do mercado brasileiro foi abordada em diferentes perspectivas, tais como modelos de negócio, profissionalização, parcerias, experiências de grandes empresas e de indivíduos. Um dos painéis debatia a questão do empreendedorismo com influenciadores digitais, por exemplo.

Mulheres

O espaço das mulheres no mercado audiovisual também foi surgiu. Às vezes a partir de relatos específicos e, em alguns casos, como parte de um debate mais amplo sobre representatividade (racial, de gênero, etc.). O painel sobre a arte da direção foi composto exclusivamente por mulheres.

Multiplataforma

O Rio2C contemplou canais de TV aberta ou por assinatura, produção de conteúdos para a internet, aplicativos, entre outras plataformas. Alguns realizadores falaram sobre a criação para plataformas diferentes, o que não se traduz em publicar a mesma coisa nem numerosos meios de exibição e sim em pensar na melhor estratégia ou formato.

Realidade virtual e Realidade aumentada

As possibilidades da realidade virtual e realidade aumentada para jogos, filmes e produções jornalísticas foram um dos destaques desta edição, com o chamado XR Arcade. Além de alguns painéis sobre o assunto, foram montados domos no térreo da Cidade das Artes para que o público do Rio2C pudesse ter algumas experiências.

Roteiro

A base de tudo. A busca por boas histórias contadas de maneira interessante permeou a conversa em alguns painéis, assim como a questão da representatividade nas salas de roteiristas. Entre as perguntas feitas aos roteiristas, havia uma sobre como (e se) a possibilidade de que os episódios de uma série fossem exibidos individualmente, às vezes com intervalos, ou disponibilizados de uma vez nas plataformas de streaming, influenciava o trabalho deles.

Showrunner

Para os telespectadores brasileiros, tornou-se algo comum ouvir falar sobre as novelas desse ou daquele autor. No caso do cinema, as obras são muitas vezes associadas aos seus diretores. Mas a figura do showrunner tem se popularizado e alguns deles compartilharam suas experiências no Rio2C, como o fez Bruce Miller, showrunner da série The Handmaid’s Tale.

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Rio2C ocupou espaços nos dois andares da Cidade das Artes. Foto: R2/Divulgação

* Viagem a convite do Rio2C.

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