Rio2C 2018: Bruce Miller apresenta a série The Handmaid’s Tale

Foto: ROGERIO RESENDE/R2

O maior auditório da Cidade das Artes (Rio de Janeiro) recebeu muita gente para o painel sobre The Handmaid’s Tale / O Conto da Aia (Hulu), uma das séries de maior repercussão nos últimos tempos, que iniciou a programação de quarta-feira no Rio2C. O criador e produtor executivo da série, Bruce Miller, comentou alguns elementos da produção.

Como a equipe dava continuidade às gravações enquanto ocorria o evento, ele também deu algumas pistas sobre a segunda temporada, que estreia dia 25 de abril nos Estados Unidos (os primeiros episódios são exibidos no Brasil pelo Paramount Channel, já que a plataforma de streaming Hulu ainda não opera no Brasil*).

Mulheres caracterizadas como as “aias” da série transitavam em silêncio pelo espaço cultural na Barra da Tijuca onde era realizado o Rio2C – algumas pessoas aproveitaram para fotografá-las.

Dentro do teatro, Bruce Miller falou para uma plateia atenta sobre a adaptação da obra O Conto da Aia, de Margaret Atwood, elogiou o talento e dedicação da atriz Elizabeth Moss, a quem chama de Lizzie, e comentou como funcionava para ele, enquanto homem, a experiência de ser showrunner de uma produção que é marcadamente sobre mulheres. O produtor afirmou durante a conversa feita com a roteirista Rosane Svarman, mediadora do painel, que as equipes regulares de roteiro e direção da série são compostas em grande parte por mulheres.

A personagem principal de The Handmaid’s Tale / O Conto da Aia, interpretada por Elizabeth Moss, é forçada a se afastar de sua filha e viver como escrava sexual em uma sociedade totalitária.  As poucas mulheres férteis são estupradas pelos líderes do regime em Gilead e têm até mesmo seus nomes retirados – a personagem principal passa a ser chamada de Offred, em referência ao Comandante Fred Waterford (Joseph Fiennes).

Elizabeth Moss

“Lizzie é uma atriz extraordinária. Eu não sei como expressar o quanto é gratificante para nós escrever para ela. Você pode escrever qualquer coisa e ela consegue fazer. Ela é ainda mais adorável como ser humano. Ela trabalha duro nessa série, tivemos dias em que ela estava em todas as cenas, por 14 horas, e assim que a gente encerra a gravação, ela estava solar, feliz”, elogia Bruce Miller.

Ainda sobre Elizabeth Moss, que também produz a série, o showrunner contou: “Lizzie tem mais experiência com TV do que todos nós juntos. Ela tem participado de programas de TV desde os seis anos de idade e traz uma grande expertise, está desde o primeiro dia na sala de roteiristas. Ela é uma das melhores atrizes que eu já vi”.

Mulheres

“Durante a gravação da série realmente acho que diretoras olham o corpo das mulheres de modo diferente, escolhem tomadas que são distintas. Elas não sexualizam tanto, o que nessa série é muito importante, pois muito dela é sobre sexo, controle, poder. E também existe uma série de aspectos práticos sobre ser mulher sobre os quais que eu não tenho ideia nenhuma. Tínhamos muitas perguntas na sala de roteiristas”.

Margaret Atwood

A autora de O Conto da Aia chega a aparecer em uma das cenas, dando um tapa na protagonista. “Muitas vezes quando você adapta um livro, é um clássico, o autor está morto, e Margaret está muito viva, sorte nossa. Ela já tem experiência em ver o livro adaptado, já foi um filme, uma peça, uma ópera, um ballet, então ela estava encorajando mais mudanças do que nós. Não queríamos mudar nada”, comentou Bruce Miller.

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Mulheres com roupas inspiradas na série circularam pela Rio 2C. Foto: Bruno de Lima/R2

O Conto da Aia

“Fizemos muitas mudanças (em relação ao livro) e nenhuma. Tentamos ser tão fiéis quanto fosse possível, o livro realmente funciona como história. A maior mudança que discuti com Margaret, foi sobre Serena (em relação a Offred e Fred). Outra grande modificação é que no livro se fala que todas as pessoas de Gillead são brancas e as demais são enviadas para um exílio”, cita o showrunner sobre a série, remetendo à contratação de Samira Wiley para o núcleo de Gillead e à abordagem da questão racial.

Segunda temporada

“Acho que vou encontrar muitas chamadas no meu celular (quando sair do auditório). Recebi uma pergunta sobre um bebê. Teremos muitos bebês nessa temporada”, adiantou, para em seguida dar outros detalhes: “Há muitas coisas que na primeira temporada não tivemos chance de abordar. Por exemplo, as colônias foram citadas como lugar de punição e essa era uma das coisas que queria na segunda temporada”.

ATUALIZAÇÃO: Assinantes do Paramount Channel podem ver os episódios pelos serviços de streaming da Sky e Net, Sky Play e Net Now. A Globo exibe na terça-feira (12/2) o primeiro episódio da primeira temporada e, os demais, também estão disponíveis para assinantes do Globoplay. O acervo do Fox App inclui a série.

Nos Estados Unidos, a terceira temporada da série The Handmaid’s Tale (O Conto da Aia) já tem data de estreia: dia 5 de junho de 2019.

 

* Viagem a convite do Rio2C.

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