Rio2C 2018: Loira do banheiro é inspiração da série Terrores Urbanos

Foto: Sentimental Filme

A história da loira do banheiro inspira o primeiro episódio da série brasileira Terrores Urbanos, apresentada no Rio2C 2018 pela Record TV, com estreia prevista para setembro. ATUALIZAÇÃO: A Warner Channel exibe a série a partir de quinta-feira (21/3/2019), às 21h40, no esquema de um episódio por semana. Na época do Rio2C, ela era chamada de Lendas Urbanas.

A combinação “série de terror + Record TV” despertava curiosidade nos corredores do evento, já que a emissora tem sido mais lembrada por suas telenovelas de inspiração bíblica.  Fui assistir ao painel pensando também no pouco espaço que o gênero encontrou na TV aberta do Brasil nos últimos tempos. Os dois assuntos foram abordados na ocasião.

“Normalmente na TV aberta a gente pensa num público mais abrangente, mas existem alguns nichos que acabam fazendo sucesso. Exemplo disso são as histórias bíblicas que a gente tem feito, elas têm agradado e funcionado em muitos países. Estamos aproveitando a tendência mundial de contar histórias de terror. Marcelo Silva, nosso diretor artístico, teve essa ideia e toda a equipe abraçou”, afirmou o superintendente Artístico e de Produção da Record TV, Paulo Franco.

“Na verdade, Lendas Urbanas Terrores Urbanos é para nós o início de um grande projeto, já estamos conversando sobre uma segunda temporada da série e pensando em outras produções no gênero terror que em breve a gente vai dividir com vocês”, adiantou Paulo Franco.

Maristela Mattos e Thaís Falcão são as criadoras do projeto desenvolvido pela produtora Sentimental Filme. Sócio-diretor da empresa, Marcos Araujo lembrou: “Ele nasceu dentro do Rio Content Market (evento que transformado em Rio2C). Três ou quatro anos atrás, a gente tomou conhecimento do projeto e de que a Record TV tinha interesse em investir no gênero. O trabalho delas já estava muito bem desenvolvido”.

Diretor geral de Terrores Urbanos, Fernando Coimbra ficou responsável diretamente pelo primeiro e pelo último episódio. Os demais foram dirigidos por Felipe Adami e Juliana Rojas.

“Está tudo muito fresco pra gente, ainda estou filmando. Falando sobre o gênero, uma coisa que me atraiu no projeto foi a possibilidade de fazer terror psicológico. O desafio era contar histórias de personagens vivendo na São Paulo de hoje. Não é a verdadeira história da loira do banheiro, do homem do saco, até porque não sabemos se existe. Cada protagonista está passando por um momento extremo, ouve falar dessas lendas e começa a acreditar que está sendo atacado”, afirmou Fernando.

“A gente não sabe se é um delírio ou a realidade do personagem. É uma coisa complexa de construir, mais do que quando você tem assumidamente o sobrenatural atacando.  A gente precisa de um timing no terror… É como na comédia, perdeu um pouco do timing já não dá medo. Tudo tem que ser feito muito meticulosamente. Para todo mundo aqui tem sido uma grande experiência em termos de produção, dramaturgia, linguagem”, avaliou o diretor.

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Diretores e a atriz Natália Lage apresentam a série Terrores Urbanos no Rio2C 2018. Foto: Murilu Dantas/R2

 

Loira do Banheiro

A fotografia da série foi destacada na apresentação de Terrores Urbanos no Rio2C com a presença de Adrian Teijido. “Costumo dizer que diretores de fotografia são, antes de mais nada, contadores de histórias visuais. Somo colaboradores de um concerto inteiro, que já foi roteirizado e parcialmente conceituado. Quando você conta uma história, utiliza todos os elementos para criar emoções que você quer transmitir para o espectador”, iniciou Adrian Teijido.

Ele também revelou uma curiosidade dos bastidores: “É a primeira vez que faço algo no gênero terror e posso dizer que, para um diretor de fotografia, é um parque de diversões. No episódio A Loira do Banheiro, o banheiro da escola é praticamente um personagem. Fernando teve a ideia de fazer um banheiro duplicado, tem o espelho e a réplica do cenário para o lado de cá. A partir daí, as brincadeiras eram infinitas, né?”.

Além de ouvir os realizadores, a plateia assistiu a um teaser do episódio de estreia. Em A Loira do Banheiro, Bianca é uma jovem bulímica que sofre com a pressão em casa. Em um estado de confusão mental, ela passa a ver uma menina no banheiro da escola. A atriz Rafaela Mandelli interpreta a mãe da estudante.

 

Boneco Amigão

A lista de episódios segue com Gangue dos Palhaços, O Quadro do Menino que Chora, O Boneco Amigão e Homem do Saco. A equipe de Terrores Urbanos explicou no Rio2C que a busca por lendas urbanas foi feita pensando em mexer com a memória afetiva das pessoas, eles queriam que as histórias rendessem conversas na sala de casa.

Um exemplo disso é o episódio Boneco Amigão, que, como você deve imaginar, faz uma referência àquela lenda de que havia uma faca dentro do boneco do Fofão. Nunca tive o tal boneco, mas lembro de gente que falando que a mãe de alguém tinha cortado a barriga dele para checar a veracidade da história. A atriz Natália Lage interpreta a personagem principal desta parte da série.

“É minha primeira experiência com o gênero terror. Acho legal salientar que é muito bacana ver o Brasil abrindo seu mercado audiovisual para obras de gênero. Acho que a gente ainda é muito tímido nisso e tem muito a explorar. Uma coisa interessante nesse projeto específico está nesse limiar, aquilo pode ser um delírio do personagem ou experiência sobrenatural. É muito instigante para o ator no processo de criação.”, avaliou Natália.

“Bianca é o nome da minha personagem. Essa mulher tem um filho de oito anos, acabou de ter um bebê e está angustiada, não dorme. Um belo dia, o garoto começa a ter comportamentos estranhos e ela entra numa noia de que o boneco está amaldiçoado, começa a ver coisas. Fiquei muito feliz de fazer esse trabalho, foi muito cansativo mas muito bom. Você está sempre no seu limite da emoção, da respiração, da angústia, do pânico. Foi prazeroso também porque a história tem uma curva de personagem muito ampla”, opinou a atriz.

* Viagem a convite do Rio2C.

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