Rua Augusta, com Fiorella Mattheis, é uma adaptação da série israelense Allenby St

Foto: TNT

Mika trabalha e se diverte em uma das mais famosas e movimentadas ruas da capital paulista. Após terminar sua jornada como stripper na Boate Love, a personagem interpretada pela atriz Fiorella Mattheis na série Rua Augusta caminha alguns metros para dançar na festa Hell, assim como faz ao menos uma das colegas dela, Nicole (Pathy Dejesus). Primeira série original de ficção do TNT no Brasil, ela estreou em março, com uma temporada de 12 episódios de 30 minutos.

“Esta é minha primeira protagonista e ela é bastante desafiadora. Estava com saudades da entrega que é um personagem dramático. O mergulho que se faz para encontrar essa personagem dentro de mim. É um processo longo, dolorido, que você fica com dúvidas e insegura. Mas tem uma hora que você simplesmente encontra e aí começa a se divertir com isso e a criar”, afirma Fiorella.

“Mika traz uma carga emocional muito forte por si só. Poucas coisas param essa mulher. Ela é forte, segura e determinada com o que acredita. Quando li me emocionei pelo passado e história de vida dela”, continua a atriz.

Rua Augusta, realizada em co-produção com a O2 Filmes, é uma adaptação da série israelense Allenby St. “O que mais chamou atenção na série é o retrato fiel da vida noturna e do ‘way of life’ (modo de viver) das pessoas que frequentam esse universo”, afirma o diretor Pedro Morelli, que divide a função com Fábio Mendonça.

O roteiro foi escrito por Ana Reber, Jaqueline Vargas e Julia Furrer. No processo de adaptação, foram mantidos a premissa e os personagens centrais. No entanto, as tramas e a trajetória dos personagens passaram por modificações – alguns deles foram criados e outros, saíram da história. “A adaptação cultural ao contexto brasileiro pedia mudanças, para tornar a série mais crível e os personagens mais condizentes com o modo brasileiro de se comportar. O povo brasileiro tem um jeito de agir muito diferente do israelense, somos mais quentes, mais passionais. Trouxemos isso para nossos personagens. Além disso buscamos mais representatividade nos personagens. Criamos uma personagem trans, por exemplo”, apresenta Pedro.

A cinematografia e estética também mudaram, lembra Fábio, que escolhe “tesão, tensão, bebidas, drogas, violência e amor” como os principais elementos da história contada na série. Pedro complementa: “A série aborda um universo underground, cercado de sexo, drogas e violência. Mas o mais interessante é que mesmo os personagens mais brutos são movidos por amor. Esse contraste do sensível com o rock n’ roll é o que dá o tempero de Rua Augusta“.

A Rua Augusta

A famosa rua paulistana foi, desde o início, o cenário buscado. “É um local central onde há todo tipo de gente, onde o trabalhador pegando o ônibus às 7 da manhã se cruza com a galera saindo da balada. Onde a igreja evangélica é vizinha de muro dos inferninhos. Além disso, a rua está numa região central de São Paulo, facilitando o acesso e a circulação de todo tipo de gente. Todas as tribos se cruzam por lá. Essa é uma matéria prima riquíssima para ambientar uma série. E claro, quando se fala de vida noturna em São Paulo, a Rua Augusta é o local mais marcante”, afirma Pedro.

“O nosso recorte era bem focado na vida noturna. As casas de prostituição e as baladas, principalmente. Filmamos tudo na própria região. Estávamos sempre a busca de locais reais, que tragam uma verdade, uma textura do centro de São Paulo, a sujeira, o caos, o vigor”, completa.

“Trabalhamos só em locações, boates, casa de prostituição, apartamentos, ruas, tudo faz sentido e é verossímil do ponto de vista físico nessa série. Procuramos o que tem de mais instigante na região e adaptamos para o cinema adequando aspectos de arte e fotografia”, especifica Fábio.

“Fiz laboratório na Rua Augusta, conheci mais de 30 garotas de programa e pude conversar e vivenciar o universo delas. Quem me preparou para a série foi o Chico Acioly, fizemos pesquisas e ensaios. Fiz aulas de pole dance para aprender o strip com a Natasha Vergílio. Além disse tivemos três semanas de ensaio com elencos direção, o que foi muito importante. Quando chegamos no set, estávamos seguros, alinhados e ao mesmo tempo abertos para criar”, comenta Fiorella.

Também estão no elenco de Rua Augusta Lourinelson Vladmir (Alex, dono da Hell), Rodrigo Pandolfo (Emílio, jornalista), Rafael Dib (Lucas, irmão de Mika), Rui Ricardo (Dimas, segurança), Milhem Cortaz (Raul, segurança), Carlos Meceni (Maurício Amaral, empresário famoso) e Dani Glamour (Babete, gerente da Hell).

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