Turismo social, ecológico e colaborativo no Recife e outras cidades

O turismo pode ser uma oportunidade de aprendizado para quem viaja e quem recebe os visitantes, além de uma fonte de emprego e renda. Quando se torna massivo, no entanto, provoca um enorme impacto social e ambiental na localidade, podendo transformar-se em obstáculo para a preservação de patrimônios materiais e imateriais. O tema Turismo ecológico, social e comunitário foi debatido no Kulturforum na segunda-feira (8/10/2018), em uma noite de diálogo no Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA) estimulado pelos relatos da jornalista Christine Wollowski.

Há mais de 15 anos, a alemã viaja pelo Brasil conhecendo projetos de turismo considerados alternativos, que podem contribuir para o desenvolvimento local sustentável e proporcionam experiências mais próximas entre viajantes e anfitriões. “Há algumas características para a definição de turismo de base comunitária, como a distribuição de renda entre a comunidade. É diferente do convencional, daqueles casos em que chegam grandes empresas internacionais e investidores de outros locais, quando há uma concentração de renda e poder e a exclusão de outros grupos”, esclarece Christine.

“Nas experiências comunitárias, de maneira associativa, as pessoas organizam arranjos produtivos locais, possuindo o controle efeito das terras e das atividades econômicas associadas à exploração do turismo”, continua a jornalista alemã.

“A atração principal é o estilo de vida da comunidade, os projetos sociais, as tradições culturais e as atividades econômicas locais. Existe um intercâmbio, o turista aprende, não chega lá e assiste a um show ‘folclorístico’”, ressaltou Christine, que usa a palavra para definir apresentações produzidas especialmente como uma atração para o turista, algo que é diferente de mostrar a ele uma manifestação cultural tal como ela é.

A jornalista alemã apresentou aos participantes do bate-papo no CCBA detalhes sobre o turismo comunitário na Prainha do Canto Verde (CE), na Reserva Mamirauá (AM) e do projeto Rio Top Tours no Morro de Santa Marta (RJ).

“Na Prainha do Campo Verde houve um pacto social para a utilização do terreno, a posse da terra hoje é da comunidade. Nove comunidades participam do turismo na Reserva Mamirauá, a pousada é flutuante e sustentável, os lucros são repassados para cada comunidade fazer melhorias. O Rio Top Tours chegaria a vários morros do Rio de Janeiro, com guias capacitados, em dois meses de lançamento no Morro de Santa Marta eles chegaram a 5 mil pessoas. O próximo seria o Morro da Providência”, resume Christine.

Turismo no Recife

Participaram do Kulturforum de outubro Jorge Carneiro, do Polo Cultural Bomba do Hemetério, Edy Rocha e Nalvinha da Ilha, do Saber Viver/ Ilha de Deus, dois projetos que Christine já conhecia. Roderick Jordão representou a La Ursa Tours no encontro promovido pelo CCBA.

* O texto foi originalmente publicado no site do CCBA.

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