Erik Barmack comenta sobre 3% e a produção internacional da Netflix

Erik Barmack e os produtores Tiago Mello e Kelly Luegenbiehl no lançamento de 3%.

Foto: Pedro Saad / Netflix

Após a entrevista coletiva e as mesas-redondas com os criadores e parte do elenco da série 3%, alguns jornalistas conseguiram conversar com o Vice-presidente de Séries Internacionais da Netflix, Erik Barmack.

Na época do lançamento da primeira produção original brasileira da plataforma de streaming, em 2016, sabia-se que o primeiro contato do executivo com o projeto tinha sido pelo piloto publicado anos antes no YouTube, mas havia muita curiosidade sobre os próximos passos da Netflix no Brasil. O que eles procuravam ou imaginavam produzir por aqui?

A entrevista com Erik Barmack em São Paulo não durou muito tempo, mas ele foi solícito. No final, comentou comigo que conhecia Pernambuco como turista (um tempo depois, o estado recebeu as gravações de um longa-metragem original da Netflix, O Matador, será que ele deu alguma referência?).

Relembro abaixo o que ele falou na “mini-coletiva”.

Erik Barmack

“Primeiro eu vi a websérie, porque escreveram sobre ela na Wired magazine e o pessoal estava falando sobre isso em Hollywood. Foi há alguns anos, antes mesmo que nós (Netflix) tivéssemos decidido fazer produções em outros países. Quando decidimos começar, nós realmente queríamos trabalhar com novos talentos, não só planejávamos isso para o Brasil, mas nos outros lugares também”.

“Então começamos a fazer obras no México, na França e em outros lugares. Quando pensávamos em qual seria a nossa primeira série original brasileira, nós queríamos muito algo que parecesse fresco, diferente, em um gênero que não fosse o tradicionalmente mais feito por aqui. Queríamos trabalhar com jovens talentos e ter um elenco diverso.  Queríamos ter algo que sentíssemos que poderia ser atraente não só para a audiência brasileira, mas para a global. Tudo isso nos fez ver que 3% representava uma oportunidade interessante. (Pedro) Aguilera tratava de questões brasileiras, costumes específicos. Tinha a música. Aquilo tudo só poderia ser feito no Brasil, mas conversava com outras audiências”.

“Sobre a ficção científica, nós queríamos começar a produzir aqui com algo provocativo, algo sobre o qual as pessoas discutissem. Nossa perspectiva era deixar contar uma história única com um ponto de vista bem particular”.

“Como nós encontramos o que achamos serem grandes séries? Usualmente elas são entregues por contadores de histórias apaixonados. José Padilha não é só um dos melhores do Brasil, ele é um dos melhores do mundo. Antes de tudo, na Netflix estamos procurando pessoas que sejam apaixonadas e talentosas”.

“Quanto ao gênero das produções, o que posso dizer é que existem diferentes histórias com as quais nós podemos alcançar diferentes audiências. Então talvez a gente tenha uma história que é mais um romance, talvez uma comédia. O objetivo é sempre buscar trabalhar com grandes diretores e grandes atores. A boa notícia sobre isso é que o Brasil é incrivelmente talentoso. Alguns dos melhores diretores estão aqui. Pessoas como Anna Muylaert, Que Horas ela Volta? é um lindo filme. Então, nós estamos procurando por vozes, pessoas que tenham histórias para contar”.

Um tempo depois da entrevista, lá estava José Padilha trabalhando com a Netflix nas séries Narcos e O Mecanismo. Será que veremos algo dirigido por Anna Muylaert na plataforma de streaming?

* Viagem a convite da Netflix.

 

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