Game of Thrones volta com reencontros e homenagens a Winterfell

Foto: Helen Sloan/HBO

O episódio de estreia da última temporada da série Game of Thrones (HBO), Winterfell, exibido neste 14 de abril, me fez lembrar – e muito – do primeiro, quando a caravana do rei Robert chegava ao lar dos Stark para fazer o convite que mudaria a vida de todos. Uma criança que corre para ver a movimentação, o moradores desconfiados com a chegada dos visitantes e a própria vinda de uma comitiva real que vai transformar tudo por ali.

A presença de elementos como esses e a sobreposição dos rostos de Jon Snow (Kit Harington) e da escultura de Ned Stark (Sean Bean) nas criptas me pareceram uma homenagem ao início da série. Simbolicamente, um recomeço (te cuida, Jon!).

A escolha desse local para a revelação de que “o bastardo” é, na verdade, Aegon Targaryen foi apropriada. Também achei crível que Samwell Tarly (John Bradley) revelasse tudo aquilo ao amigo de supetão – pela importância do assunto, claro, e porque ele mesmo estava abalado com a notícia que acabara de receber sobre o pai e o irmão. Fiquei com pena de Sam, de verdade.

Lideranças

Do ponto de vista prático, é provável que a revelação tenha sido feita logo no início da série para que haja tempo de trabalhar possíveis discórdias enquanto as guerras ocorrem. Ela deve abalar o relacionamento de Jon e Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) de alguma maneira, o que traria um pouco mais de emoção para essa parte da história, que tem sido construída com um clima fofo, destoando das outras cenas.

Além disso, o surgimento de um novo herdeiro Targaryen poderia mexer ainda mais com as lideranças do Norte. Se a presença de uma rainha dessa família e o fato de Jon ter se ajoelhado para ela já incomodaram, o que ocorrerá quando a real identidade dele for revelada? Na outra aresta do triângulo da guerra, Cersei (Lena Headey) já demonstrou que está de volta ao jogo e busca conduzir a aliança com Euron Greyjoy (Johan Philip Asbaek).

Nesse primeiro episódio, Jon e Daenerys pareciam alheios ao fato de que a liderança deles naquele contexto não se dará naturalmente, mesmo com a proximidade para o inverno. É nesse contexto que devem se destacar personagens como Tyrion Lannister (Peter Dinklage) e Sansa Stark (Sophie Turner).

A Lady de Winterfell reaparece ainda mais firme em sua função e foi um dos destaques do primeiro episódio, no qual vários outros personagens foram mostrados em suas novas posições no tabuleiro. Os reencontros foram um recurso muito utilizado para essa função.

Entre os “irmãos” Stark, Jon não via Arya (Maisie Williams) e Bran (Isaac Hempstead-Wright) desde a primeira temporada. Mas, como Bran optou por não revelar o segredo guardado por Ned, as conversas mais significativas neste núcleo foram motivadas irmãs, que deram alguns “se ligue” em Jon. Ainda há arestas que os três precisam trabalhar.

Falando em irmãos, a relação de Theon (Alfie Allen) e Yara Greyjoy (Gemma Whelan) parece ter dito uma solução após o resgate dela. Como no passado ela tentou salvar o irmão e constatou que “ele” não estava mais naquele corpo e mentes torturados por Ramsay Bolton (Iwan Rheon), as cenas deste episódio marcaram mais um passo na caminhada de Theon para retomar a própria vida.

Do navio, ele parte para Winterfell, onde estava no começo da história, assim como Jamie Lannister (Nikolaj Coster-Waldau). A chegada deste deve causar ainda mais conflitos.

 

 

 

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